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>Ilha Grande

>Eleita recentemente patrimônio natural e cultural da humanidade pela UNESCO, a Ilha Grande abriga hoje uma das poucas áreas preservadas de mata atlântica do estado e recebe anualmente milhares de turistas que buscam conhecer e contemplar esse paraiso ecológico, muitos não sabem ou não se lembram que a Ilha Grande já abrigou um dos presídios mais conhecidos do Brasil o Instituto Penal Cândido Mendes, conhecido como o Presídio da Ilha Grande. Palco de histórias cinematográficas como a fuga do traficante conhecido como “Escadinha” (em decorrência deste episódio), que fugiu do presídio no ano de 1986 se agarrando à escada de um helicóptero que veio em seu resgate. Também estiveram por lá presos ilustres como o escritor Graciliano Ramos, que da experiência escreveu suas “Memórias do Cárcere”, e presos políticos, como Fernando Gabeira. Outra figura lendária foi o preso conhecido como Madame Satã.
O presídio foi desativado em 1994, e hoje só restam suas ruínas p/ visitação. Hoje Ilha Grande é um dos maiores polos turísticos do litoral sul do Rio de Janeiro e do Brasil, com praias bem preservadas, trilhas, passeios de barco e natureza exuberante.
Destacam-se como pontos turísticos da Ilha Grande a Vila do Abraão, o Pico do Papagaio (foto) as praias de Lopes Mendes, Aventureiro, Lagoa Azul, Enseada do Bananal, Sitio Forte, Gipóia, Vila de Dois Rios e muitas outras.
Considerada Área de Proteção Ambiental, a Ilha Grande tem quase 90% de seu território ocupado pelo Parque Estadual da Ilha Grande, pelo Parque Estadual Marinho do Aventureiro e a Reserva Biológica da Praia do Sul.
A Ilha Grande hoje conta com uma excelente infra-estrutura para os turistas, com ótimos bares, restaurantes e pousadas, para todos os gostos e bolsos.

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> Navio Pinguino
É o mais recentes dos grandes naufrágios da Baía de Angra, o Pinguino naufragou em 1968. Depois de uma semana queimando ao mar, a Capitania dos Portos na época mandou que a tripulação abrisse as comportas e afundasse o navio, que estava carregado de Cera de Carnaúba. Quem mergulha sobre seus destroços pode explorar todo o navio; sua estrutura está em boas condições de exploração a cerca de 18 metros de profundidade. O navio é formado por três convés, cabines para tripulação, cabine de comando. Seus restos servem de
berçário para muitas espécies de peixes e crustáceos dentre eles os Sirianto (tipo de anêmonas), Peixe-Frade, Estrelas-do-Mar e muitas Algas. Do navio, os saqueadores retiraram a âncora, hélice, escotilhas de cobre, luminárias e roda do leme. Fonte: Arquivo Nacional

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> Navio Califórnia
Registra a maior história de saque da Baía da Ilha Grande. Era um navio de rodas a vapor, construído no século XIX. Atualmente não há mais nada em seu local de naufrágio. Tudo foi saqueado ou destruido, inclusive o seu casco que foi explodido pela Marinha durante exercícios militares. O Califórnia carregava armas, sedas e linhas de ouro para costura da roupa de jesuítas. Incendiou-se e afundou em 1866, na enseada de Araçatiba, perto da Praia Vermelha, na Ilha Grande. Fonte: Arquivo Nacional

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> Bezerra de Menezes
Naufragou em 1860. Era um vapor que carregava madeira, café e licor. Navegava à noite quando trombou numa Laje Alagada(Pequena formação de pedras), na época, não sinalizada nas cartas náuticas. Hoje restam apenas o mastro e a caldeira, pois os exploradores-piratas levaram o resto, inclusive os mictórios e moedas de ouro. Chegaram a dinamitar o casco do barco para tirar a hélice. Quem mergulha sobre os destroços do Bezerra percorre oito metros até encontrá-los no fundo. A visibilidade é média. Fonte: Arquivo Nacional

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> Navio Negreiro
Afundou em 1852, próximo a Praia do Bracuhy. A história diz que o encarregado do navio tinha acabado de vender os escravos quando apareceu a fiscalização, na época o comércio negreiro já estava proibido. Desesperada, a tripulação ateou fogo no navio e fugiu com o dinheiro da venda. Pouco resta do navio somente o mastro e a parte do casco estão intactos, graças à proteção da lama. Dele, os exploradores só tiraram madeira, pois os navios negreiros eram pobres.

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> Aquidabã
O encouraçado Aquidabã afundou em Janeiro de 1906, nessa época era a nau capitania da esquadra brasileira e realizava serviços na área de Angra dos Reis. Naufragou na Ponta Leste, na entrada da baía de Jacuecanga, encontra-se no fundo a uma profundidade que varia de 15 à 18 metros, devido ao fundo da região ser lodo, o mergulho só é possível em dias de água clara, para que se possa ter a melhor visibilidade possível, deve-se ter atenção, pois existe muitos ferros soltos e pontas no fundo, para o risco de ficar preso nas ferragens e/ou acidentes. Uma das caldeiras da embarcação continua intacta até hoje

Nível de Experiência Recomendado: Mergulho Avançado, Mergulho em Naufrágios ou Similar.